PROFESSORES e CIDADÃOS
Que esta greve seja um sinal para todos os trabalhadores. Nós os professores, sabemos bem as razões e conhecemos na pele todas as contrariedades a que o Poder nos sujeitou.
Nos grau de ensino em que leccionei, secundário, profissional e superior, pude testemunhar a tremenda falta de respeito pelos profissionais da Educação e do Ensino Superior.
Dizer que chegou a hora de exigir Respeito, não é contudo suficiente. É preciso fazer ver aos cidadãos, que a sociedade não avança sem professores qualificados e dignificados na sua profissão.
Todos teremos de aprender na sociedade que se quer e diz "aprendente". É aqui que a defesa da Escola Pública ganha toda a dimensão e sentido. A aprendizagem passa (sempre) pelo encontro entre métodos e práticas, que possam valorizar a nossa luta.
O respeito que ora exigimos deverá ser um exemplo na disseminação pública do que exigimos e da qualidade das nossas futuras intervenções. Lutamos também (nunca o devemos esquecer!) contra a manipulação grosseira de agentes e pasquins mal-informados, ignorantes e, por vezes, maldosos e que tentam voltar pais e encarregados de educação contra nós, quando deveriam estar contra os governos que nem cuidam da Escola Pública, nem do País.
A melhor resposta às tentativas de instauração da excepção no Ensino e na Educação, será porventura a lição maior que poderemos dar ao Poder: somos professores e não abdicamos dos nossos direitos e, ao defendê-los estamos a defender a Escola, os estudantes e os pais, que, em grande parte da situações, sofrem das mesmas injustiças e arbitrariedades das políticas neoliberais.
E que viva a luta internacionalista de todos os trabalhadores!
2 comentários:
As lutas que os professores têm desenvolvido ao longo dos últimos 50 anos , mais ou menos sectoriais, produziram efeitos na valorização da profissão. Esses efeitos não foram, contudo, irreversiveis . Houve ciclos de conquistas e ciclos de perdas.
O mais recente desses ciclos é de perdas, ou seja, o que foi conseguido, em dados momentos, a favor da valorização do papel dos professores foi anulado por políticas de vario tipo, sejam as medidas de anulação da autonomia profissional, ou as de limitação de participação nas decisões ou as de contenção de despesas públicas.
Este ciclo de perdas teve início no consulado da ministra Lurdes Rodrigues e do seu governo Sócrates. As suas ideias e as suas propostas fizeram escola...
A longo prazo, como agora se verifica, produziram bloqueamentos nas carreiras, prevalência do trabalho burocrático sobre as práticas pedagógicas, anulação da pissibilidade de participação dos docentes na gestão das escolas, entre outros males.
Maria Rodrigues
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