9 DE ABRIL - 102 ANOS DA BATALHA DE LA LYS
(que ocorreu na região da Flandres, na Bélgica)
“As guerras e as revoluções — há sempre uma ou outra em curso chegam, na leitura dos seus efeitos, a causar não horror mas tédio. Não é a crueldade de todos aqueles mortos e feridos, o sacrifício de todos os que morrem batendo-se, ou são mortos sem que se batam, que pesa duramente na alma: é a estupidez que sacrifica vidas e haveres a qualquer coisa inevitavelmente inútil. Todos os ideais e todas as ambições são um desvairo de comadres homens. Não há́ império que valha que por ele se parta uma boneca de criança. Não há́ ideal que mereça o sacrifício de um comboio de lata. Que império é útil ou que ideal profícuo? Tudo é humanidade, e a humanidade é sempre a mesma – variável, mas inaperfeiçoável, oscilante, mas improgressiva.”
Bernardo Soares]
Neste dia 9 de Abril, assinala-se o 102º aniversário daquela batalha, na I Guerra Mundial.
Que causou 400 baixas às tropas portuguesas.
Foi nessa batalha, que um soldado português, de seu nome, Aníbal Augusto Milhais, garantiu, sozinho, a retirada de parte das forças portuguesas e escocesas.
Mais conhecido e, recentemente evocado em filme, o Soldado Milhões, chegou a ser um símbolo para a I República portuguesa.
Contudo, na realidade, esta batalha foi um desastre militar português, sob qualquer ponto de vista. É essa a perspectiva do historiador e jornalista António Louçã (*). Ele afirma que, “Na verdade, nem de uma batalha propriamente dita se tratou. Porque uma batalha é um confronto militar em que há dois lados, com tropas que obedecem aos comandos respetivos. E neste caso, a tropa portuguesa não obedeceu ao seu comando, nem o seu comando tinha ordens para dar nem pôde dar-lhe.”
A LA LYS portuguesa, o 9 de abril, com nichos de resistência até o dia 10, foi um massacre. Houve sim uma batalha de LA LYS, mas entre alemães e ingleses, que durou três semanas.
No Brasil, é comemorado neste dia, o Dia Nacional do Aço
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(*) o historiador e jornalista António Louçã realizou um documentário onde mostra que a tão evocada batalha, na verdade, não existiu: o ataque alemão deixou a tropa portuguesa sem comando, rendendo-se em massa.
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