O que apetece dizer sobre a 1ªvolta das eleições da terra que tem muito samba, muito choro e rocknrollparafraseando o poeta que está para chegar, é que é preciso
...muita careta p´ra engolir a transacção
e a gente tá engolindo cada sapo no caminho
É, está de facto preta a coisa e já estivera afinal antes do ato em si.
Apetece chamar Lula, meu caro amigo eu não pretendo provocar nem atiçar suas saudades..., mas não posso me furtar de te lembrar das novidades do mensalão por exemplo, ou ainda do teu excesso de pragmatismo no tratamento das questões económicas. Lembrar talvez hoje o movimento dos sem terra (MST), onde o PT se destacou na luta contra os generais, contra as elites do dinheiro. É verdade, em Maio de 2005, dizias ao MST ...se não cumprirmos as metas da Reforma Agrária, teremos um problema de consciência com nós mesmos; vocês, mais do que ninguém têm o direito de cobrar o governo".
Podes dizer, bom mas eu não sou um caso isolado, não sou o único a olhar o céu... tenho um imenso País a governar, custa sempre saber mais um ou outro escândalo, o que conta é o dia de hoje e um voto na mão conta mais que 2 ou 3 votos para uma qualquer Heloísa...
Sei que li algures assim:
...Prefiro escorregar nos becos lamacentos,redemoinhar aos ventos,como farrapos, arrastar os pés sangrentos,air por aí...
Mas contudo, há qualquer coisa mais forte por aí... Os ventos que outrora sopravam do Palácio do Planalto parecem agora quietos; surdos até ao chamamento de uma vaga que do fundo não vem. A cidade do homem (não do lobo mas irmão) capital da alegria parece cada vez mais longe. Na noite em que era suposto cantar vitoria, ficou antes um longo silencio, noticiado por rádios e TVs.
Lula em silêncio, à espera do prolongamento...
-------------------------------------------
(a) Colaboração, ajudas e citações:
Chico Buarque de Holanda
Tim
José Régio
Zeca Afonso
Lula da Silva
21 outubro 2005
ESTE HOMEM NÃO!
Ele diz: "Posso contribuir para a melhoria do clima de confiança, para o reforço da credibilidade e para vencer a situação muito difícil em que o nosso país se encontra." Mais uma vez, após longos anos de exílio político, com intervenções episódicas, surge o homem-forte, o salvador da Pátria em perigo.
E continua, dizendo que pretende ajudar o Governo a governar, graças "à experiência e conhecimento da vida política nacional" e das "dificuldades que se colocam a qualquer governo em tempos de mudança como aqueles em que vivemos". Depois vem com as mais que estafadas declarações sobre a economia e a necessidade do seu rápido crescimento, lamenta os 400 mil desempregados e pinta o retrato negro assinalando o afastamento "do nível de desenvolvimento da União Europeia e da nossa vizinha Espanha".
Convencido (será que é um mero convencimento?) de que o seu currículo e formação lhe permitem enfrentar os problemas que enuncia, diz estar em condições de ajudar o país a reencontrar o caminho pelo seu conhecimento da realidade portuguesa "e pela reflexão que ao longo dos últimos anos" tem "vindo a fazer sobre a razão das dificuldades que atravessamos". Conclui o seu discurso, com a velha (e gasta) máxima que a direita usa quando quer enganar os incautos: "Candidato-me para ajudar o país a vencer as dificuldades em que está mergulhado e construir um futuro melhor".
Ora vejamos. Em primeiro lugar, como se vê, o homem não tem realmente nada para dizer, ou para dar ao País, além do já disse e deu. Todos se recordam da personalidade cinzenta que numa bela tarde foi fazer a rodagem do carro àFigueira da Foz e lá se instalou na liderança daquele partido (como ele dizia...). A ascensão a primeiro foi um passo, todos (todos não!) esperavam por um salvador, à boa maneira portuguesa, por um Salazar qualquer, que nós somos assim... Lembram-se também que o homem nunca se enganava e raramente tinha dúvidas (era mais ou menos isto...), que nunca lia jornais, mas ouvia sempre a sua Maria. Recordo também os famosos tabus, as referências aos opositores (todos!) como forças de bloqueio e finalmente o deixem-nos trabalhar.... Não sei se esqueci alguma outra citação, mas estas bastam de todo para as pessoas se lembrarem do homem.
Em segundo lugar, convém não esquecer que o homem chega ao poder no momento em que o País beneficia dos fundos estruturais do I QCA (Quadro Comunitário de Apoio), que esteve em vigor entre os anos de 1989 e 1993. O homem comemorou no passado dia 6 de Outubro precisamente 20 anos da vitória nas eleições legislativas, que lhe permitiram constituir o seu primeiro Governo (1985-1987) e a que se seguiram mais dois governos de maioria absoluta (1987-1991 e 1991-2001). E que convém que se lembre sobretudo que ele foi o primeiro responsável pelo desbaratar de milhões sobre milhões de contos em betão, por exemplo em auto-estradas que hoje praticamente ninguém usa (vejam os índices de utilização das auto-estradas do interior...), em detrimento do investimento na educação e na formação. Estamos a pagar hoje o fracasso completo da política de opções estratégicas do homem e dos seus apaniguados. Tenho para mim que se há fracassos de politica em Portugal no final do século XX, esta étalvez das mais graves e prova a capacidade do homem que agora aparece a candidato a PR. No dia de ontem, após a apresentação, alguém disse que os portugueses tem de ter memória. Essa é de facto a marca principal do dia de apresentação da candidatura do homem que afronta a memória de todos nós, ao pretender limpar a face, apresentando-se (mais uma vez...) como um não-político. Ao dizer o que disse, Jerónimo tem toda a razão do Mundo: é preciso ter memória, é preciso não esquecer que, se estamos como estamos, bem podemos agradecerao homem que ontem se apresentou. É preciso pois desmistificar o discurso do homem, é preciso recordar o que não se fez e devia ter sido feito, não deixar passar (mais uma vez?) a imagem do rigor, da honestidadee de outras coisas que na boca deste homem soam a falso, porque já deu provas do mais rotundo falhanço... Diz ele que não se candidata contra ninguém. Diz que se candidata ...para ajudar o País a vencer as dificuldades em que está mergulhado e construir um futuro melhor. Termino dizendo que, por um lado até acredito que ele não se candidate contra ninguém mas, por outro lado, que recuso a ajuda dele para construir o tal futuro melhor: o futuro que ele ajudou a construir está aí à vista de toda a gente...
Estou disposto a contribuir com a minha campanha para desmistificar o discurso deste homem que ora se nos apresenta, depois de uma patética cena de um novo tabu. Os responsáveis políticos devem pegar neste tema, de imediato e mostrar às pessoas a realidade que está por trás do homem...
Não, este homem decididamente não serve!
Ele diz: "Posso contribuir para a melhoria do clima de confiança, para o reforço da credibilidade e para vencer a situação muito difícil em que o nosso país se encontra." Mais uma vez, após longos anos de exílio político, com intervenções episódicas, surge o homem-forte, o salvador da Pátria em perigo.
E continua, dizendo que pretende ajudar o Governo a governar, graças "à experiência e conhecimento da vida política nacional" e das "dificuldades que se colocam a qualquer governo em tempos de mudança como aqueles em que vivemos". Depois vem com as mais que estafadas declarações sobre a economia e a necessidade do seu rápido crescimento, lamenta os 400 mil desempregados e pinta o retrato negro assinalando o afastamento "do nível de desenvolvimento da União Europeia e da nossa vizinha Espanha".
Convencido (será que é um mero convencimento?) de que o seu currículo e formação lhe permitem enfrentar os problemas que enuncia, diz estar em condições de ajudar o país a reencontrar o caminho pelo seu conhecimento da realidade portuguesa "e pela reflexão que ao longo dos últimos anos" tem "vindo a fazer sobre a razão das dificuldades que atravessamos". Conclui o seu discurso, com a velha (e gasta) máxima que a direita usa quando quer enganar os incautos: "Candidato-me para ajudar o país a vencer as dificuldades em que está mergulhado e construir um futuro melhor".
Ora vejamos. Em primeiro lugar, como se vê, o homem não tem realmente nada para dizer, ou para dar ao País, além do já disse e deu. Todos se recordam da personalidade cinzenta que numa bela tarde foi fazer a rodagem do carro àFigueira da Foz e lá se instalou na liderança daquele partido (como ele dizia...). A ascensão a primeiro foi um passo, todos (todos não!) esperavam por um salvador, à boa maneira portuguesa, por um Salazar qualquer, que nós somos assim... Lembram-se também que o homem nunca se enganava e raramente tinha dúvidas (era mais ou menos isto...), que nunca lia jornais, mas ouvia sempre a sua Maria. Recordo também os famosos tabus, as referências aos opositores (todos!) como forças de bloqueio e finalmente o deixem-nos trabalhar.... Não sei se esqueci alguma outra citação, mas estas bastam de todo para as pessoas se lembrarem do homem.
Em segundo lugar, convém não esquecer que o homem chega ao poder no momento em que o País beneficia dos fundos estruturais do I QCA (Quadro Comunitário de Apoio), que esteve em vigor entre os anos de 1989 e 1993. O homem comemorou no passado dia 6 de Outubro precisamente 20 anos da vitória nas eleições legislativas, que lhe permitiram constituir o seu primeiro Governo (1985-1987) e a que se seguiram mais dois governos de maioria absoluta (1987-1991 e 1991-2001). E que convém que se lembre sobretudo que ele foi o primeiro responsável pelo desbaratar de milhões sobre milhões de contos em betão, por exemplo em auto-estradas que hoje praticamente ninguém usa (vejam os índices de utilização das auto-estradas do interior...), em detrimento do investimento na educação e na formação. Estamos a pagar hoje o fracasso completo da política de opções estratégicas do homem e dos seus apaniguados. Tenho para mim que se há fracassos de politica em Portugal no final do século XX, esta étalvez das mais graves e prova a capacidade do homem que agora aparece a candidato a PR. No dia de ontem, após a apresentação, alguém disse que os portugueses tem de ter memória. Essa é de facto a marca principal do dia de apresentação da candidatura do homem que afronta a memória de todos nós, ao pretender limpar a face, apresentando-se (mais uma vez...) como um não-político. Ao dizer o que disse, Jerónimo tem toda a razão do Mundo: é preciso ter memória, é preciso não esquecer que, se estamos como estamos, bem podemos agradecerao homem que ontem se apresentou. É preciso pois desmistificar o discurso do homem, é preciso recordar o que não se fez e devia ter sido feito, não deixar passar (mais uma vez?) a imagem do rigor, da honestidadee de outras coisas que na boca deste homem soam a falso, porque já deu provas do mais rotundo falhanço... Diz ele que não se candidata contra ninguém. Diz que se candidata ...para ajudar o País a vencer as dificuldades em que está mergulhado e construir um futuro melhor. Termino dizendo que, por um lado até acredito que ele não se candidate contra ninguém mas, por outro lado, que recuso a ajuda dele para construir o tal futuro melhor: o futuro que ele ajudou a construir está aí à vista de toda a gente...
Estou disposto a contribuir com a minha campanha para desmistificar o discurso deste homem que ora se nos apresenta, depois de uma patética cena de um novo tabu. Os responsáveis políticos devem pegar neste tema, de imediato e mostrar às pessoas a realidade que está por trás do homem...
Não, este homem decididamente não serve!
07 outubro 2005
UM DOMINGO DIFERENTE???
Duvido sinceramente que o próximo Domingo seja particularmente interessante, do ponto de vista da maioria das pessoas, que já não deposita grandes esperanças no poder autárquico deste País. Os exemplos que se multiplicaram nos últimos anos (10, 20 anos, ou mais?) não dignificam em nada a vida politica local, apostado que foi pelos intervenientes directos, no exercício mais rasteiro do poder de que há memória depois do 25 de Abril.
A profusão das rotundas nos sítios mais incríveis, a multiplicação das benesses ao betão, a cumplicidade (activa ou passiva) com o sub-mundo do futebol, a incapacidade em apostar na qualidade de vida dos cidadãos através de uma cultura de bem estar para todos, bem como de politicas culturais consentâneas, fez o que está agora à vista: um afastamento das pessoas, um alhear mais que preocupante mas real, um deixa-andar até ver...
Depois, as elites dos partidos do centrão, fazem o resto: promessas mais que falaciosas, discursos patéticos, afirmações bacocas de amor áterra, conversas para atrasados mentais, verdadeiros atentados à inteligência. E tudo isto porquê? Por alguma razão os 2 partidos do poder se esforçam por se parecerem um com o outro, enquanto se degladiam em ataques constantes, sem substância... Vejam-se os múltiplos exemplos (de que Lisboa é um caso paradigmático) onde o Partido Socialista não foi capaz de entender a necessidade da abrangência de uma candidatura de esquerda plural, porque não écapaz de se libertar das grilhetas e dos complexos que tem... Alguém de boa fé é capaz de entender que se classifiquem como socialistas, autarquias como Braga, Matosinhos, Felgueiras, ...? Isto sóparar citar alguns exemplos conhecidos de gestão ruinosa, de destruição de património, de desrespeito pelos direitos de cidadania, de completa submissão ao poder do dinheiro fácil e das tentativas mais ou menos evidentes para calar as vozes incómodas que de quando em vez se levantam...
A esperança vincada pela estrondosa derrota da direita nas últimas eleições não é devidamente alimentada pela situação actual, nem é capitalizada em termos de manifestação colectiva de rejeição de politicas que não servem os interesses da maioria. Infelizmente o tempo é de esferográficas, sacos de plástico, electrodomésticos e até... chouriços! Alastra a estupidez colectiva, as parangonas das televisões independentes e a miséria intelectual chocante das declarações dos políticos de carreira: "estamos aqui para servir Portugal, estamos aqui para servir os portugueses..."
Para mim não servem, vão "servir" para a rua deles, vão "servir" para o raio que os parta!
A profusão das rotundas nos sítios mais incríveis, a multiplicação das benesses ao betão, a cumplicidade (activa ou passiva) com o sub-mundo do futebol, a incapacidade em apostar na qualidade de vida dos cidadãos através de uma cultura de bem estar para todos, bem como de politicas culturais consentâneas, fez o que está agora à vista: um afastamento das pessoas, um alhear mais que preocupante mas real, um deixa-andar até ver...
Depois, as elites dos partidos do centrão, fazem o resto: promessas mais que falaciosas, discursos patéticos, afirmações bacocas de amor áterra, conversas para atrasados mentais, verdadeiros atentados à inteligência. E tudo isto porquê? Por alguma razão os 2 partidos do poder se esforçam por se parecerem um com o outro, enquanto se degladiam em ataques constantes, sem substância... Vejam-se os múltiplos exemplos (de que Lisboa é um caso paradigmático) onde o Partido Socialista não foi capaz de entender a necessidade da abrangência de uma candidatura de esquerda plural, porque não écapaz de se libertar das grilhetas e dos complexos que tem... Alguém de boa fé é capaz de entender que se classifiquem como socialistas, autarquias como Braga, Matosinhos, Felgueiras, ...? Isto sóparar citar alguns exemplos conhecidos de gestão ruinosa, de destruição de património, de desrespeito pelos direitos de cidadania, de completa submissão ao poder do dinheiro fácil e das tentativas mais ou menos evidentes para calar as vozes incómodas que de quando em vez se levantam...
A esperança vincada pela estrondosa derrota da direita nas últimas eleições não é devidamente alimentada pela situação actual, nem é capitalizada em termos de manifestação colectiva de rejeição de politicas que não servem os interesses da maioria. Infelizmente o tempo é de esferográficas, sacos de plástico, electrodomésticos e até... chouriços! Alastra a estupidez colectiva, as parangonas das televisões independentes e a miséria intelectual chocante das declarações dos políticos de carreira: "estamos aqui para servir Portugal, estamos aqui para servir os portugueses..."
Para mim não servem, vão "servir" para a rua deles, vão "servir" para o raio que os parta!
23 setembro 2005
A CAMINHO DO 3º MUNDO
Aqui se dá (justo) relevo a excertos de uma carta de um português atento (1), que eu subscrevo na íntegra, consciente de que é preciso cada vez mais uma posição de critica sistemática a esta mediocridade...
"Um cidadão português é apanhado a 200 Km por hora e não lhe é aplicada a multa de lei nem é apreendida a carta ao motorista. O cidadão em causa éo presidente do Tribunal Constitucional. O primeiro-ministro inaugura uma unidade industrial que labora ilegalmente em terrenos agrícolas desde 1997. O vice-presidente de uma câmara denuncia pressões do poder político e de promotores imobiliários para a aprovação de projectos urbanísticos.
Autarcas, dirigentes desportivos, ex-autarcas, candidatos a autarcas, ex-governantes, chefes de gabinete, amigos e angariadores de dinheiro para os partidos são arguidos ou estão indiciados como coniventes em processos de corrupção ou tráfico de influências...
Estas são só algumas das notícias que se podem ler profusamente em quase toda a comunicação social.
Não, não é em África. É em Portugal!
Portugal tem um problema de corrupção. "A política dos solos tem sido moeda de troca para as mais variadas práticas fraudulentas e instrumento de enriquecimento pessoal". A autora destas frases é Maria JoséMorgado, insuspeita conhecedora da matéria em causa...
João Cravinho diz que o governo deveria lançar uma política nacional anti-corrupção. Em sua opinião "não houve nenhum governo que enfrentasse este problema a sério" nos últimos 20 anos...
A par disto tudo Portugal gasta 10 vezes mais em armas do que em ajuda humanitária...
A par disto tudo, e talvez por isto tudo, Portugal não pára de perder lugares na lista dos países mais desenvolvidos do mundo e está já em 27º lugar no índice de desenvolvimento humano, tendo sido ultrapassado pela Eslovénia!
A par disto tudo, e talvez por isto tudo, Portugal é o país da União Europeia em que o índice de repartição da riqueza é o mais desfavorável!
Portugal já foi um país subdesenvolvido. Depois passou a país em vias de desenvolvimento mais para distinguir o subdesenvolvimento negro do subdesenvolvimento branco. Qualquer dia vai ter que se arranjar uma nova designação para, mais uma vez, este país se manter no seio de um clube ao qual não sabe ou não tem capacidade para pertencer.
Ou então deixa de fingir e passa mesmo para o 3º mundo. É só uma questão de se assumir..."
"Um cidadão português é apanhado a 200 Km por hora e não lhe é aplicada a multa de lei nem é apreendida a carta ao motorista. O cidadão em causa éo presidente do Tribunal Constitucional. O primeiro-ministro inaugura uma unidade industrial que labora ilegalmente em terrenos agrícolas desde 1997. O vice-presidente de uma câmara denuncia pressões do poder político e de promotores imobiliários para a aprovação de projectos urbanísticos.
Autarcas, dirigentes desportivos, ex-autarcas, candidatos a autarcas, ex-governantes, chefes de gabinete, amigos e angariadores de dinheiro para os partidos são arguidos ou estão indiciados como coniventes em processos de corrupção ou tráfico de influências...
Estas são só algumas das notícias que se podem ler profusamente em quase toda a comunicação social.
Não, não é em África. É em Portugal!
Portugal tem um problema de corrupção. "A política dos solos tem sido moeda de troca para as mais variadas práticas fraudulentas e instrumento de enriquecimento pessoal". A autora destas frases é Maria JoséMorgado, insuspeita conhecedora da matéria em causa...
João Cravinho diz que o governo deveria lançar uma política nacional anti-corrupção. Em sua opinião "não houve nenhum governo que enfrentasse este problema a sério" nos últimos 20 anos...
A par disto tudo Portugal gasta 10 vezes mais em armas do que em ajuda humanitária...
A par disto tudo, e talvez por isto tudo, Portugal não pára de perder lugares na lista dos países mais desenvolvidos do mundo e está já em 27º lugar no índice de desenvolvimento humano, tendo sido ultrapassado pela Eslovénia!
A par disto tudo, e talvez por isto tudo, Portugal é o país da União Europeia em que o índice de repartição da riqueza é o mais desfavorável!
Portugal já foi um país subdesenvolvido. Depois passou a país em vias de desenvolvimento mais para distinguir o subdesenvolvimento negro do subdesenvolvimento branco. Qualquer dia vai ter que se arranjar uma nova designação para, mais uma vez, este país se manter no seio de um clube ao qual não sabe ou não tem capacidade para pertencer.
Ou então deixa de fingir e passa mesmo para o 3º mundo. É só uma questão de se assumir..."
(1) Carta publicada por António J. Ribeiro em Noticias Lusófonas, in http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=11529&catogory=Lusófias
24 agosto 2005
S.L.B. (1)
"Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece"
Apesar dos resultados o não ajudarem
o nosso Clube é o maior.
Por isso, nunca desistas do teu BENFICA.
Ele precisa do teu apoio e calor!
(1)Ajudas: Florbela Espanca e Luís Piçarra
"Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece"
Apesar dos resultados o não ajudarem
o nosso Clube é o maior.
Por isso, nunca desistas do teu BENFICA.
Ele precisa do teu apoio e calor!
Para que conste. Ser benfiquista é ser vermelho por dentro e por fora. É ter cá dentro a chama imensa, é ser a águia a voar tão alto que dela só temos a imagem das asas largas a cortar o vento. Sim, as camisolas berrantes também, a evoluir como papoilas saltitantes no relvado, verde de inveja precisamente por ser verde. E claro é amar perdidamente e dizê-lo cantando a toda a gente. A postura de um benfiquista ésempre altiva mas serena; porque somos de facto os maiores e mostramos a nossa garra em todos os campos, em todo o lado, enquanto aguardamos com serenidade a chegada ao primeiro lugar. Somos 6 milhões (mais ou menos...) e contudo somos sempre sóum, sob a bandeia encarnada que representa o sangue que nos corre nas veias. SOMOS UM Projecto ganhador, que nunca renega os seus princípios e que visa sempre a vitória. Temos orgulho de ser quem somos, não somos contra ninguém, simplesmente por nós próprios. Os outros que se cuidem: estamos sempre à fila, não pomos o pé em ramos verde; nem azul, claro. A nossa divisa é a unidade e não nos deixamos abater em maus momentos. E não desistimos nunca de coisa alguma: a alma e a garra de um benfiquista não esmorecem jamais; são garras e asas de condor! E nas vitórias somos sempre generosos, sabemos que não jogamos sozinhos; o jogo do adversário só valoriza os momentos de glória. Não, não há explicação possível para ser assim: éassim simplesmente. Por muito que nos tentem amedrontam, seremos cada vez maiores e mais fortes. Não iremos vacilar com pequenas ou grandes contrariedades, porque a chama é imensa e não se apagaránunca. O Tempo joga a favor de quem tem firmeza de princípios e justeza de razões. Temos fome e sede de Infinito!
Então, condensemos o mundo num só grito: Viva o BENFICA!!
!Então, condensemos o mundo num só grito: Viva o BENFICA!!
(1)Ajudas: Florbela Espanca e Luís Piçarra
23 agosto 2005
DIVAGAÇÕES
A propósito (mais uma vez...) de Bertolt Brecht e do seu legado, sempre actual:
... Dentro de mim lutam
O entusiasmo pela macieira em flor
E o horror dos discursos do pintor de tabuletas
Mas só o segundoMe força a sentar-me à mesa...
Discurso elucidativo que deveria valer para muitos dos que apregoam falácias diversas de várias matizes...
Sobre o valor dos homens e das suas empresas (sentido lato), o autor é bastante pragmático. Para ser lido e meditado (será que é mesmo possível?) por aqueles que vão ostentando os sinais exteriores que a gente sabe...(lembram-se de o Zeca cantar esta versão da "A Excepção e a Regra"?)
Ali está o rio
Dois homens na margem estão
Se um dá um passo o outro hesita
Será um valente? O outro não?
Bom negócio faz um deles
Tem o triunfo na mãoDo outro lado do rio
Só um come o fruto, o outra não
Ao outro passo o p'rigo
Novos castigos virão
Se ambos venceram o rio
Só um tubo ganha o outro não
Na margem já conquistada
Só um venceu a valer
Perdeu o outro a saúde
Mas nada ganhou pra viver...
E, para finalizar, um pensamento bem simples, ainda do Brecht:
Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?Nos livros lêem-se os nomes dos reis.Mas terão os próprios reis carregado com as pedras?...
A propósito (mais uma vez...) de Bertolt Brecht e do seu legado, sempre actual:
... Dentro de mim lutam
O entusiasmo pela macieira em flor
E o horror dos discursos do pintor de tabuletas
Mas só o segundoMe força a sentar-me à mesa...
Discurso elucidativo que deveria valer para muitos dos que apregoam falácias diversas de várias matizes...
Sobre o valor dos homens e das suas empresas (sentido lato), o autor é bastante pragmático. Para ser lido e meditado (será que é mesmo possível?) por aqueles que vão ostentando os sinais exteriores que a gente sabe...(lembram-se de o Zeca cantar esta versão da "A Excepção e a Regra"?)
Ali está o rio
Dois homens na margem estão
Se um dá um passo o outro hesita
Será um valente? O outro não?
Bom negócio faz um deles
Tem o triunfo na mãoDo outro lado do rio
Só um come o fruto, o outra não
Ao outro passo o p'rigo
Novos castigos virão
Se ambos venceram o rio
Só um tubo ganha o outro não
Na margem já conquistada
Só um venceu a valer
Perdeu o outro a saúde
Mas nada ganhou pra viver...
E, para finalizar, um pensamento bem simples, ainda do Brecht:
Quem construiu Tebas, a cidade das sete portas?Nos livros lêem-se os nomes dos reis.Mas terão os próprios reis carregado com as pedras?...
22 junho 2005
SERVIÇOS MÍNIMOS???
A nova invenção do Governo chama-se serviços mínimos na Educação e aplica-se, para saber, àgreve geral dos professores decretada pela FENPROF e pela FNE, as duas estruturas sindicais que representam os profissionais do Ensino em Portugal. Lembre-se a propósito, que as alíneas do nº2 do art. 598º do Código do Trabalho, por força de previsão expressa do art. 595º, nº 2, do mesmo Código, estabelecem necessidades sociais impreteríveis, como os tais serviços mínimos. O ridículo da situação, dificilmente superável, faz lembrar os piores momentos da Ferreira Leite no ME. De entre as asneiras que se têm dito e escrito sobre o assunto salienta-se a prosa, sempre diligente, do insuspeito José Manuel Fernandes, no PUBLICO de 20 de Junho; cito, sobre a greve ... a mais cruel chantagem..., ...tomar os alunos como reféns... e esta outra digna de qualquer cabeça fascista ...sindicatos dirigidos por profissionais do sindicalismo que se assustam com a perspectiva de um dia terem de voltar a dar aulas....
Então agora, a maioria dos comentadores estatizados inventou uma que também não desmerece o autor anterior e que ele aliás subscreve implicitamente no seu artigo merdoso. Trata-se da asserção fantástica de que a greve prejudica os alunos, as famílias e mais não sei quê! Ora essa, então uma greve não prejudica sempre alguém, a começar pelo grevista, que vêreduzido o seu ordenado e que se sacrifica por ele e pelos que (comodamente) não fazem greve? Pois claro que há prejuízo, para isso é que se faz greve, ou não será? Por esse andar ninguém fazia greve, que se calhar éa ideia da maioria daqueles que agora vociferam contra os professores...
Pelos vistos está na moda atacar os funcionários públicos e, por arrastamento claro, os professores. Pelos vistos querem reformar o sistema contra aqueles que sistematicamente o aguentam contra a incapacidade e a incompetência de sucessivos ministros, ministérios e comanditas associadas. Claro que é incomparavelmente mais fácil, mais barato e, se não dá milhões..., pelo menos resulta em demagogia e populismo...
Pois que viva a Sr.ª ministra da educação, que vai contra os interesses corporativos instalados e contra os malditos professores, que são uns malandros e que fazem greve aos exames, impedindo os meninos e os seus papás (e mamãs) que têm de ir de férias e não podem permitir que se atrase um exame... E viva também a mão firme do Sr. primeiro-ministro que não vacila diante de um grupo mais que privilegiado da nossa sociedade..
.
Que tristeza!
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