

>A PONTE
"A ponte é uma passagem
p'rá outra margem
Desafio, pairando sobre o rio,
a ponte é uma miragem …"
Mário Barreiros / Luís Portugal (Já Fumega), Porto, 1981
Uma miragem. Afinal, estava ou não estava lá? Desafio pois, pairando sobre o rio? Sim, sem dúvida. Tristeza? Claro, já não é mais "passagem p'rá outra margem"…!
Uma ponte que cai por obra e capricho da natureza. Um episódio triste, um acontecimento trágico, um acidente lamentável? Não, uma inevitabilidade da mãe natureza; ela tinha mesmo que cair mais tarde ou mais cedo; era isso que tinha que acontecer; assim mesmo!
Para quê pensar pois em manutenção programada, em revisão constante dos materiais, das estruturas, etc..? Não, parece que não vale mesmo a pena; as coisas acontecem, afinal os únicos culpados foram de facto os 50 e tal parvos que se aventuram a passar a ponte, naquele dia, naquela hora, naquele preciso momento.
É este o estado triste e absurdo da justiça em Portugal; este episódio, esta monumental sentença vem logo a seguir aquela outra do polícia que matou o jovem à caçadeira. Na mesma semana, 2 exemplos da forma como se faz justiça neste País. É este o exemplo lamentável que damos a conhecer ao mundo, sobre a forma como é administrada em Portugal. Sucedem-se os exemplos; se calhar procurando com mais afinco, iríamos encontrar outros do mesmo género. Isto tudo ao mesmo tempo que se avolumam os processos intermináveis, com uso (e abuso) de todos ao álibis possíveis e imaginários sobre a forma de contornar a realização de julgamentos, eternizando os processos, lançando nomes de pessoas na lama e, ao mesmo tempo, não protegendo devidamente as vítimas (veja-se o processo Casa Pia, por exemplo…); há até quem diga (…) que tudo assim acontece, para no final, nada mesmo se apurar, nada mesmo se decidir; será?
A credibilidade da "nossa" justiça deixa a desejar, como quase tudo o resto. As pessoas de bem não entendem estas artimanhas, estas cambalhotas sucessivas; nem muito menos entendem as anunciadas reformas na justiça. Tudo é feito na sombra, para perpetuar as sombras e parece até que há uma maquinação completa, que pode eventualmente remeter para uma teoria da conspiração constante, em que nem sequer sabemos se somos ou não personagens…
Mais palavras para quê? Congressos da justiça, declarações bombásticas dos mais altos responsáveis, descrições idílicas da forma como as coisas se passam e depois os factos; factos como este que falam por si e que contribuem para o desprestígio completo e para mais absurda das realidades!
Mas..., vejam a forma como fala a ministra Cardona, essa excrescência do regime; vejam a prosápia e a arrogância da senhora e depois digam-se se neste momento a justiça em Portugal é ou não é a imagem negra da personagem que vai ao leme…
Uma ponte que cai por obra e capricho da natureza. Um episódio triste, um acontecimento trágico, um acidente lamentável? Não, uma inevitabilidade da mãe natureza; ela tinha mesmo que cair mais tarde ou mais cedo; era isso que tinha que acontecer; assim mesmo!
Para quê pensar pois em manutenção programada, em revisão constante dos materiais, das estruturas, etc..? Não, parece que não vale mesmo a pena; as coisas acontecem, afinal os únicos culpados foram de facto os 50 e tal parvos que se aventuram a passar a ponte, naquele dia, naquela hora, naquele preciso momento.
É este o estado triste e absurdo da justiça em Portugal; este episódio, esta monumental sentença vem logo a seguir aquela outra do polícia que matou o jovem à caçadeira. Na mesma semana, 2 exemplos da forma como se faz justiça neste País. É este o exemplo lamentável que damos a conhecer ao mundo, sobre a forma como é administrada em Portugal. Sucedem-se os exemplos; se calhar procurando com mais afinco, iríamos encontrar outros do mesmo género. Isto tudo ao mesmo tempo que se avolumam os processos intermináveis, com uso (e abuso) de todos ao álibis possíveis e imaginários sobre a forma de contornar a realização de julgamentos, eternizando os processos, lançando nomes de pessoas na lama e, ao mesmo tempo, não protegendo devidamente as vítimas (veja-se o processo Casa Pia, por exemplo…); há até quem diga (…) que tudo assim acontece, para no final, nada mesmo se apurar, nada mesmo se decidir; será?
A credibilidade da "nossa" justiça deixa a desejar, como quase tudo o resto. As pessoas de bem não entendem estas artimanhas, estas cambalhotas sucessivas; nem muito menos entendem as anunciadas reformas na justiça. Tudo é feito na sombra, para perpetuar as sombras e parece até que há uma maquinação completa, que pode eventualmente remeter para uma teoria da conspiração constante, em que nem sequer sabemos se somos ou não personagens…
Mais palavras para quê? Congressos da justiça, declarações bombásticas dos mais altos responsáveis, descrições idílicas da forma como as coisas se passam e depois os factos; factos como este que falam por si e que contribuem para o desprestígio completo e para mais absurda das realidades!
Mas..., vejam a forma como fala a ministra Cardona, essa excrescência do regime; vejam a prosápia e a arrogância da senhora e depois digam-se se neste momento a justiça em Portugal é ou não é a imagem negra da personagem que vai ao leme…








O PEIXE ESTRAGADO


